70 dias para 30 anos

Respingos de uma vida que a beira dos 30 foi atirada ao ventilador.

Archive for Dezembro 2008

30 anos e 1 dia

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O que posso dizer para justificar o sumidouro de mais de uma semana. para tanto, devemos voltar ao dia primeirod de dezembro, quando há sete dias dos meus 30 anos fui demitida do trampo.

Uma sensação deveras estranha, devo salientar. O jovem empreendedor que meteu os pés pelas mãos, me chama em sua sala e dando nó nas patas de um macaco de pelúcia, me diz que o setor onde estava inserida será fechado, já que a empresa passa por grandes dificuldades financeiras e teria que ter rever o seu foco.

COINCIDENTEMENTE, fui demitida cinco horas depois do meu marido informar a mesma pessoa que ele recebeu um convite de outra empresa. Para ganhar o dobro. E COINCIDENTEMENTE, apesar da minha demissão, NENHUM dos trabalhos que eu realizava foram extintos. Todos continuam exisitindo e foram diluídos entre profissionaios de outra área ou a mulher do chefe, que não tem formação, mas pode fazer o trampo “direitinho”.

Por fim, me joguei na comida. E agora, estou na expectativa de receber o meu acerto. Tendo em vista o histórico da minha participação na empresa, há grandes passadas por aí.

Vale salientar ainda que pouco antes dos 30, eis que tenho uma crise de pressão alta. Dor de cabeça, enjôo e vômito.

Muito deprimida, mas com uma grande vontade de mudar, passei meu aniversário faxinando a casa. Do teto ao chão. Se havia ziquizira, passou. [I HOPE]. Comemorei entre amigos, pizza, narguile e espetinhos. E fechamos a noite, montando uma árvore de natal. A primeira da minha vida.

Escrito por Fabrina Martinez, com F e Z no final

Dezembro 10, 2008 em 12:14 pm

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É. Sete dias. O panetone – vulgo pneu – continua na minha barriga. Houve tantas mudanças no meu novo emprego que sequer sei se continuar empregada hoje.  Tão ansiosa esperando saber o que vai ser de mim na “firma”. Isa Maria aprendeu, com maestria, como me manipular com lágrimas, manhas e, sobretudo, sorrisos. Entretanto, Lucas arrumou um emprego mega power de foda. Isso significa, MEU AMOR, que se eu ficar em casa arrumando minhas caixinhas de maneira doentia, as contas não irão explodir. Ok. Ok. Ok. Life must go on.

Escrito por Fabrina Martinez, com F e Z no final

Dezembro 1, 2008 em 7:03 pm

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